FUNÇÃO MASTIGADORA
Cabe citar que não basta ter todos os dentes, e sim o mais importante, como está o encaixe destes dentes. Os sinais que os dentes não estão com encaixe perfeito podem ser: mordida aberta (espaço entre os dentes de cima e os dentes de baixo, quando a boca está fechada); quando a pessoa tem dificuldade de mastigação ou de morder alimentos; dificuldade de deglutição; problema de fala; dor crônica nas articulações temporo-mandibulares (à frente do ouvido); respiração pela boca e boca seca.
Quando falamos de Função mastigadora, ou seja, a oclusão (leia-se mordida) e segundo alguns estudos, a distinção entre as más oclusões se dá de acordo com a sua origem etiológica (Ver Robert Movers). Este autor reconhece que a grande maioria das deformidades decorre de alterações tanto nos dentes quanto no osso e na musculatura, mas procura através do sistema abaixo destacar o fator causal.
I - MÁ OCLUSÃO DE ORIGEM DENTAL
Cabem neste grupo as más oclusões cuja principal alteração está nos dentes e osso alveolar. Movers inclui aqui as más posições dentais individuais e as anomalias de forma, tamanho e mero de dentes.
• Mordida aberta: Os dentes superiores anteriores não se aproximam dos dentes interiores anteriores;
• Mordida profunda: Os dentes inferiores anteriores encostam-se ao palato do paciente.
2 - MÁ OCLUSÃO DE ORIGEM MUSCULAR
São as anomalias cuja causa principal é um desvio da função normal da musculatura.
• Mordida profunda: Os dentes inferiores anteriores encostam-se ao palato do paciente.
• Ausência de vedamento labial: O paciente ao consegue unir os lábios ao fechar a boca.
3 - MÁ OCLUSÃO DE ORIGEM ÓSSEA
Nesta categoria estão as displasias ósseas, envolvendo os problemas de tamanho, forma, posicionamento, proporção ou crescimento anormal de qualquer osso do crânio ou da face.
• Mordida profunda: Os dentes inferiores anteriores encostam-se ao palato do paciente.
• Micrognatismo ou Retrognatismo: situação clínica em a mandíbula apresenta tamanho menor do que a maxila. Esta deformidade é conhecida como Classe II, de Angle; TRAUMATOLOGIA
• Prognatismo: A mandíbula é maior do que a maxila. Esta deformidade é conhecida como Classe III, de Angle;
• Assimetria: Os maxilares apresentam desvios em relação à linha mediana do paciente podendo ser para a direita ou para a esquerda;
• Deficiência transversal: A maxila esta menor que a mandíbula no sentido horizontal;
Toda pessoa que possui uma desarmonia esquelética facial apresenta um mau relacionamento dos dentes, pois, nesses casos, os dentes adquirem uma posição que camufla, parcialmente, o problema ósseo. Esse posicionamento errado dos dentes acaba mascarando o problema esquelético e seus impactos na mastigação e na estética da face.
O tratamento convencional desse tipo de situação implica um tratamento ortodôntico-cirurgico-ortodôntico. A duração do tratamento ortodôntico prévio à cirurgia é de cerca de 1 ano e meio a dois anos, e durante esse período os dentes têm sua posição corrigida para viabilizar a realização da cirurgia ortognática. Após o procedimento cirúrgico, o tratamento ortodôntico continua por um período que varia de caso para caso (entre seis meses a 1 ano).
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